Rancho Folclórico Senhora do Extremo

 

 

ELEMENTOS

FOTOS
HISTORIAL ACTUAÇÕES
TRADIÇÕES CANCIONEIRO
TRAJES TROFÉUS

    

Jorge Manuel Dias Machado  -  Director Musical

José Manuel Lameiras Carreira  -  Director Artístico

José Joaquim Rio Costa  -  Apresentador       


 

 

 

ELEMENTOS

 

Tocata

Jorge Manuel Dias Machado - Acordeão

Augusto Rio Costa - Acordeão

Domingos Carril - Acordeão

José Joaquim Rio Costa - Viola acústica e Coro

António Jorge Lameira Rodrigues Barreiro - Cavaquinho

Gabriel - Cavaquinho

Domingos Susano Dias - Ferrinhos

Paulo Jorge lameira Borges - Bombo

Nuno Rafael Lameira Carreira - Pandeiro

 

Coro

Manuela Rio Costa

Maria do Céu Barreiro Martins

Maria Elisabete Dias Machado Barreiro

Maria da Assunção Dias

Domingos Borges

Maria de Jesus Rodrigues Lameira

Graciana Rodrigues

Maria Eduarda Catita Sousa Dias

 

 

 

 

Dançarinos

José Manuel Lameiras Carreira

João Luís Minhava Rio

Elisabete Susana Machado Barreiro

Ana Raquel Teixeira Costa

Sandra Carril Costa

Maria Alice Dias Rodrigues

Tiago Martins Borges

Bruno Manuel Martins Borges

Cristina da Conceição Lameira Carreira

Luís Carlos Carril Lameira

José Manuel Lameira Borges

Carla Maria Fernandes Queirós

José Manuel Lameira Rodrigues

Vera Mónica Carril Lameira

Nuno Rafael Lameira Carreira

Elisabete Lameira Carreira

António Luís Lameira Carreira

Letícia Lameira Carreira

Pedro Jorge Carreira Carril

Marta Marina Sousa Dias

Figurinos

Ana Maria Teixeira

Lurdes da Glória Barreiro

Maria Cândida Rodrigues

Joana Filipa Costa Borges

Marcelo Lameira Carreira

Patrícia Martins Lameira

Maria Alves

António Pinto

Márcia Luciana Sousa Dias

 

F

 

 

 

 

 

HISTORIAL

 

O Rancho Folclórico Senhora do Extremo FOI FUNDADO em Abril de 1983 Por  “ Manuel A. Borges Machado e Manuel A. Dias Lameira”, com a colaboração daqueles que participavam no mesmo, assim como de outras pessoas que gentilmente cederam os locais para os primeiros ensaios,

FEZ A SUA PRIMEIRA ACTUAÇÃO EM PÚBLICO Na Festa de são jorge no ano de 1983 em tourencinho, SENDO DESdE ENTÃO SOLICITADO A PARTICIPAR EM DIVERSOS encontros, ROMARIAS E FESTAS QUE SE REALIZAVAM NESSE TEMPO.

O Rancho Folclórico Senhora do Extremo, APRESENTA-SE COm Traje dos camponeses, traje do Malhador de Centeio, traje da Dona de casa, traje das Pessoas de apoio ao campo, traje do Manuseamento da lã de ovelha, O FAMOSO TRAJE DE NOIVOS e TRAJE DE DOMINGAR. TODOS ESTES TRAJES QUE TRANSPORTAMOS DO PASSADO TÊM A SUA HISTÓRIA

A TOCATA É COMPOSTA POR INSTRUMENTOS TRADICIONAIS, TAIS COMO ACORDEÕES, CONSERTINA, VIOLAS, CAVAQUINHO, Bombo, reca, FERRINHOS e pandeiro.

O SEU REPERTÓRIO É COMPOSTO POR DANÇAS DE ROMARIA, FESTAS, TERREIRO E FINS DE TRABALHOS AGRÍCOLAS: VIRA, malhão E RUSGAS.

As danças não têm história. Todas elas nos falam da história que foi e é escrita todos os dias, nos trabalhos do campo, pelo seu povo.

CANÇÕES REGIONAIS, COMPOSTAS POR SOLO E CORO, CANTADAS A CAMINHO DAS ROMARIAS, NOS TERREIROS, nas desfolhadas, NAS FIADAS, MATANÇAS DO PORCO E NOS CAMPOS, DURANTE OS TRABALHOS AGRÍCOLAS.

ESTE GRUPO É NORMALMENTE COMPOSTO POR 45 ELEMENTOS, 24 MULHERES E 21 HOMENS, com idades compreendidas entre os 6 e 70 anos.

O NOSSO GRUPO POSSUI alguns TROFÉUS, QUE TESTEMUNHA O SEU VALOR FOLCLÓRICO.

ESTAMOS VOCACIONADOS PARA RECOLHER, PRESERVAR E DIVULGAR OS USOS E COSTUMES DOS NOSSOS ANTEPASSADOS.

 

"Continuaremos a dar uma imagem do Antigamente ainda tão presente"

F

 

 

 

 

FOTOS

 

 

 

 

 

 

F

 

 

 

 

 

 

 

ACTUAÇÕES

 

 

 

2006

 

JANEIRO

07 (Sábado) - Actuação do Grupo de Cantares no V Encontro de Cantadores de Janeiras em Vila P. Aguiar

 

MARÇO

18 (Sábado) - Actuação em Chaves

 

ABRIL

01 (Sábado) - Actuação em Chaves

08 (Sábado) - Actuação em Chaves

 

 

 

 

 

 

2005

 

JANEIRO

06 (Quinta-Feira) - Actuação do Grupo de Cantares no I Encontro de Cantadores de Janeiras na Igreja paroquial de Telões

08 (Sábado) - Actuação do Grupo de Cantares no IV Encontro de Cantadores de Janeiras em Vila P. Aguiar

16 (Domingo) - Cantar das janeiras na aldeia

 

FEVEREIRO

12 (Sábado) - Actuação do Grupo de Cantares na Matança do porco na Quinta dos Ferreiros em Vila Chã

 

ABRIL

8 (Domingo) - Actuação na Festa de São Jorge – Tourencinho

 

ABRIL

8 (Domingo) - Actuação em Vales - Trêsminas

 

JULHO

9 (Sábado) - Actuação no 10º Festival de Folclore em Avanca - Aveiro

16 (Sábado) - Actuação na Festa de Nª Sª das Dores Telões

24 (Domingo) - Actuação na Festa de Stª Bárbara em Soutelinho

 

AGOSTO

7 (Domingo) - Actuação em Bragado - Vila P. Aguiar

14 (Domingo) - Actuação em Vreia de Jales

20 (Sábado) - Actuação no Festival de Folclore em Campeã - Vila Real

27 (Sábado) - Actuação em Pegarinhos - Alijó

 

SETEMBRO

10 (Sábado) - Actuação em Chaves

24 (Sábado) - V Desfolhada em Tourencinho

 

 

 

2004

 

JANEIRO

24 (Sábado) - 3º Encontro de Cantadores de Janeiras Vila Pouca de Aguiar

 

JULHO

ado) - Encontro de Grupos de Cantares Soutelo de Matos

 

AGOSTO

8 (Domingo) - Cerdeira de Jales

15 (Domingo) - Vilarinho da Samardã

15 (Domingo) - Vreia de Jales

28 (Sábado) - Pegarinhos - Alijó

 

SETEMBRO

25 (Sábado) - IV Desfolhada em Tourencinho

26 (Domingo) - Barbadães de Baixo

 

OUTUBRO

30 (Sábado) - Festa de encerramento da animação do comércio tradicional promovido pela A.C.I.S.A.T. – V. P. Aguiar

 

 

__________________________________________

 

 

 

2003

 

JANEIRO

4 (Sábado) - 5º Encontro de Cantadores de Janeiras Pedras Salgadas

5 (Domingo) - Canto das Janeiras na Rádio Clube Aguiarense ( Em Directo) Vila Pouca de Aguiar

5 (Domingo) - Canto das Janeiras no Lar da 3ª idade Vila Pouca de Aguiar

11 (Sábado) - 2º Encontro de Cantadores de Janeiras Vila Pouca de Aguiar

 

JUNHO

14 (Sábado) - Encontro de idosos Alfarela de Jales

15 (Domingo) - Santo António   Cabriz Cerva

28 (Sábado) - Encerramento do ano de ensino recorrente Barragem do Alvão

 

JULHO

13 (Domingo) - 8º Festival Internacional de Folclore dos CTT Vila Pouca de Aguiar

26 (Sábado) - Encontro de Grupos de Cantares – Soutelo de Matos

 

AGOSTO

3 (Domingo) - Samardã Vila Real

3 (Domingo) - Barragem do Alvão Vila Pouca de Aguiar

3 (Domingo) - Revel Vila Pouca de Aguiar

17 (Domingo) - Vilarinho da Samardã Vila Real

24 (Domingo) - São Gonçalo Vila Chã Vila Pouca de Aguiar

 

SETEMBRO

20 (Sábado) - Desfolhada Tradicional Tourencinho

28 (Domingo) - Barbadães de Baixo Vila Pouca de Aguiar

 

OUTUBRO

1 (Quarta) - Dia do Idoso no Lar de Idosos Vila Pouca de Aguiar

19 (Domingo) - 17Horas - Casa do Campino em Santarém.

19 (Domingo) - 21Horas - Casa do Campino em Santarém.

 

NOVEMBRO

8 (Sábado) - Magusto da Paróquia de Telões

 

 

 

__________________________________________

 

 

2002

 

JANEIRO

6 (Sábado) - 1º Encontro de Cantadores de Janeiras Vila Pouca de Aguiar

 

ABRIL

7 (Domingo) - São Jorge Tourencinho

 

MAIO

3 (Quarta) - Feira do Livro Vila Pouca de Aguiar

 

JUNHO

6 (Sábado) - I Festival de Folclore Raiz do Monte

29 (Sábado) - Ferreirinho

 

JULHO

14 (Domingo) - III Feira Tradicional Tresminas

20 (Sábado) - Nossa Senhora das Dores Telões

 

AGOSTO

4 (Domingo) - Feira do Granito Vila Pouca de Aguiar

11 (Domingo) - Tourencinho

16 (Sexta) - Fiolhoso (Murça)

25 (Domingo) - Nossa Senhora de Fátima Vreia de Jales

 

SETEMBRO

14 (Sábado) - II Desfolhada Tourencinho

 

NOVEMBRO

10 (Domingo) - I Feira Gastronómica do Cabrito e da Castanha Vila Pouca de Aguiar

__________________________________________

 

 

2001

JUNHO

24 (Domingo) - São João Tourencinho

 

JULHO

22 (Domingo) - Nossa Senhora das Dores Telões

 

AGOSTO

5 (Domingo) - Tourencinho

26 (Domingo) - Nossa Senhora de Fátima Vreia de Jales

 

SETEMBRO

14 (Sábado) - I Desfolhada Tourencinho

 

NOVEMBRO

11 (Domingo) - Comício do PSD Vila Pouca de Aguiar

17 (Sábado) - Comício do PS Ferreirinho

 

DEZEMBRO

19 (Quarta) - Segurança Social Vila Pouca de Aguiar

F

 

 

 

 

 

CANCIONEIRO

 

Marcha de entrada
 
Refrão
Vamos em frente
Sempre a cantar
Vamos pedir licença
P'ro o nosso rancho passar.
 
Tourencinho linda terra
Como esta não há igual
Tourencinho terra linda
Mais linda de Portugal.
 
Refrão
 
Tourencinho pobre ou rico
Cheio de amor e beleza
Tourencinho não faltou, com alegria chegou
A esta terra Portuguesa.
 
 
Regadinho
 
                                                                   
Refrão
Água leva o regadinho, água leva o regador
Enquanto rega e não rega, vou falar ao meu amor
Água leva o regadinho, água leva e vai Regar
Enquanto rega e não rega, ao meu amor vou falar.
 
Água leva o regadinho, vai regar o alecrim
Enquanto rega e não rega, vira-te para mim Joaquim.
 
Água leva o regadinho, vai regar o manjerico
Enquanto rega e não rega, vira-te para mim ó Chico.
 
Água leva o regadinho, vai regar o japonês
Enquanto rega e não rega, vira-te amor outra vez.
 
Água leva o regadinho, vai regar a quinta ao norte
Namorar é um segredo, e casar é uma sorte.
 
Água leva o regadinho, vai regar o Japão
Enquanto rega e não rega, vira-te para mim João.
 
Água leva o regadinho, vai regar o moscatel
Enquanto rega e não rega, vira-te para mim Manuel.
 
 
Então Porque Não
 
Refrão
Então porque não, porque não
Então porque não hei-de ir
Daqui para a minha terra
Eu vou e torno a vir.
 
Ó que ranchinho de moças
Ó que bela mocidade
Criadinhas numa aldeia
Parece uma cidade.
 
O povo de Tourencinho
Ao longe parece vila
Tem um cravo na entrada
Rosa branca na saída.
 
 
Ciranda Cirandinha  
 
Ò Ciranda Cirandinha
Não sabes a cirandar
Ò Ciranda Cirandinha
Vai de roda e troca o par.
 
A Ciranda foi à fonte
Foi à fonte, caiu, caiu
A danada da Ciranda
Até ao cair se riu.
 
Ó meu amor vai e vem
À vinda vem por aqui
Uma flor dá-se a todos
Lealdade só a mim.
 
 
Clarinha
 
Ó Clarinha
Tu és levada da breca
Dá-me uma pinga de vinho
Da tua rica caneca
Dá-me uma pinga de vinho
Da tua rica caneca.
 
 
Vamos dizer
Vamos cantar em voz alta
Que o vinho da Clarinha
Faz animar toda a malta
Que o vinho da Clarinha
Faz animar toda a malta.
 
 
Malhão
 
Refrão
Hei-de te amar, toda a vida cavaquinho
Pois só tu és, o meu rico amorzinho.
 
Ó Malhão, Malhão. Que vida é a tua?
Comer e beber, comer e beber
Passear na rua.
 
Ó Malhão, Malhão. Ó Margaridinha?
Eras do teu pai, eras do teu pai
Agora és minha.
 
Refrão
 
Ó Malhão, Malhão. Quem te deu as meias?
Foi o caixeirinho, foi o caixeirinho
Das perninhas feias.
 
Ó Malhão, Malhão. Quem te deu as botas?
Foi o caixeirinho, foi o caixeirinho
Das perninhas tortas.
 
Refrão
 
Ó Malhão, Malhão. Ó Malhão do norte?
Quando o mar está bravo, Quando o mar está bravo
Faz a onda forte.
 
Ó Malhão, Malhão. Ó Malhão do sul?
Quando o mar está bravo, Quando o mar está bravo
Faz a onda azul.
 
 
Agora é que me eu maneio
 
Refrão
Ai agora é que m´eu maneio, é que m´eu maneio, é que m´eu rebolo,
Nos braços do meu amor. Ai agora é que m´eu consolo.
Ai agora é que m´eu maneio, é que m´eu  maneio, é que o meu Zé gosta
Sainha pelo joelho, andar com a perninha à mostra
 
Tanta silva, tanta silva.
Tanta silva tanta amora
Tanta menina bonita,
e o meu pai sem uma nora
 
Refrão
 
Nem a rosa na roseira,
nem qualquer outra flor
Nem a primavera inteira,
vale mais que o meu amor
 
 
N.ª Sr.ª do Extremo
 
Nossa senhora faz meia, com linha feita de luz.
O novelo é lua cheia, e as meias são para Jesus.
 
S. João baptizou Cristo, Cristo baptizou João
Ó que belo baptizado, lá no rio de Jordão.
 
Nossa Sr.ª do Extremo, tem uma velinha a arder
Nada se faz neste mundo, que se não venha a saber.
 
Nossa Sr.ª do Extremo, mandai varrer as areias
Que eu já rompi os sapatos, não quero romper as meias.
 
 
Que dirão
 
Refrão
Que dirão Que dirão,
Que dirão, por aí
Só dirão só dirão,
Choro e morro por ti.
 
Ó meu amor se tu fores, o ai. Diz-me a quem eu hei-de amar
Ai, Diz-me a quem eu hei-de amar
A mais ninguém, o ai. Que eu se for hei-de voltar
Ai, Que eu se for hei-de voltar.
 
Refrão
  
Ó meu amor quem te disse, o ai. Que eu a dormir suspirava
Ai, Que eu a dormir suspirava
Quem te disse não mentiu, o ai. Que eu por ti suspiros dava
Ai, Que eu por ti suspiros dava.
 
Refrão
 
Foste dizer mal de mim, o ai. Ao rapaz que me namora
Ai, Ao rapaz que me namora
Se muito me queria então, o ai. Muito mais me quer agora
Ai, Muito mais me quer agora.
 
 
Viva Tourencinho
 
Bater, bater, bater
O rapaz da tamanquinha
Bater, bater, bater
A menina há-de ser minha.
 
Refrão
Viva Tourencinho
Terras das cantigas
Viva Tourencinho
Rapazes e raparigas.
 
Pedrinhas desta calçada
Levantai-vos e dizei
Quem vos passeia de noite
Que eu de dia bem o sei.
 
Refrão
 
A perdiz anda no monte
 Depenica nos seixinhos
Também eu depenicava
Da tua boca beijinhos.
 
Refrão
 
Foste dizer mal de mim
Ao rapaz que me namora
Se muito me queria então
Muito mais me quer agora.
 
 
Eu venho de lá de baixo
 
Eu venho de lá de baixo
De regar o milheiral
Trago o nome do meu bem
Nos laços do avental.
 
Refrão
Pois não é assim,
ai assim é que não é
Pois não é assim,
que a menina bate o pé.
 
Não cortes a videirinha
Que sobe pela janela
É a escada do amor
Que sobe e desce por ela.
 
Refrão
 
Ao passar a ribeirinha
Água sobe e água desce
Dei a mão ao meu amor
Antes que alguém soubesse.
 
Refrão
 
Quem me dera ser cigarro
Na boca do fumador
Para andar agarradinho
Aos lábios do meu amor.

 

Garoto Tratante
 
Eu hei-de amar uma pedra
Deixar o teu coração
Uma pedra não me deixa
Deixas-me tu sem razão.
 
Refrão
Garoto, Tratante,
deixas-te-me só.
No alto da serra
sem pena nem dó.
 
Eu bati à tua porta
Espreitei pela fechadura
Não m´a quisestes abrir
Coração de pedra dura.
 
Refrão
 
Foste dizer ao meu pai
Que me havias de bater
Marca a hora e o dia
Onde é que eu hei-de ir morrer.
 
Refrão
 
O meu amor ontem à noite
Pela vida me jurou
Que se ia deitar ao mar
Eu atrás dele não vou.
 
 
Seguimos amor seguimos
 
Seguimos amor seguimos,
Caminhos da nossa aldeia
Mostrando as nossas rendas
A nossa fininha meia.
 
Os nossos, nossos calções,
e os nossos pés delicados
Esses corpinhos bem feitos
Já cá eram desejados.
 
Cantai raparigas todas,
Venha de uma banda a eito
A todas eu quero bem
A todas guardo respeito.
 
Cantai raparigas todas,
Guardai o que vosso é
As que não cantam nem dançam
Também lhes escorrega o pé.
 
Cantai raparigas todas,
Ajudai-me sequer uma
O cantar é ser alegre
Não é vergonha nenhuma.
 
Cantai raparigas todas,
Rapazes cantai com elas
Aqui não há que dizer
Nem dos rapazes nem delas.
 
 
Pinheirinho
 
Eu cortei o pinheirinho
Eu cortei está cortado
Ai, Eu deixei o meu amor
Ai, Eu deixei está deixado.
 
Deixa-me ir que eu vou com pressa
Ao freixo tirar um ninho
O freixo está derreado
Com o peso do passarinho.
 
Deitei o cravo ao poço
No meio criou raiz
Dizias que não me querias
Mas fui eu que não te quis.
 
Fui-me deitar ao pé da água
Para a ver correr
Vi correr a dos meus olhos
Para maior pena ter.
 
 
Laurindinha
 
Ó Laurindinha
Não vás à praia
Se vem o vento
Leva-te a saia.
 
Refrão 
Agora Laurindinha,
Agora
Adeus ó Laurinda
Que me vou embora.
 
Leva-te a saia
leva-ta toda
Ó Laurindinha
Não sejas tola.
 
Não sejas tola
Não sejas não
Ó Laurindinha
Do meu coração.
 
Eu vou embora,
 Eu vou eu vou
Pr´a minha terra
Daqui não sou.
 
 
Loureiro
 
Loureiro verde Loureiro.
Loureiro assim, assim
Enganas-te a donzela
Casar com ela ó Joaquim.
 
Casar com ela eu não caso.
Que ela a mim não me faz conta
Loureiro verde Loureiro.
Seco no meio verde na ponta
 
O Loureiro chora, chora.
Que lhe cortaram a ponta
Também os meus olhos choram.
Por quem já não lhe faz conta.
 
Bate o loureiro à porta
Alecrim vai ver quem é
São os olhos de Maria.
Que vão falar a José.
 
Deitei o Loureiro ó poço.
No fundo ganhou a rama
Do amor que faço gosto.
Não se me dá de e fama.
 
 
Alargai-vos Raparigas
 
Alargai-vos raparigas,
que o terreiro é estreito
Ai ,ai, ai, quero dar minhas voltinhas
Ai, ai ,ai, quero dá-las a meu jeito.
 
Na entrada de Tourencinho,
logo me cheirou a rosas
Ai, ai, ai, logo meu coração disse
Ai, ai, ai, aqui há moças Formosas.
 
Tourencinho tem três largos,
o mais lindo é o da capela
Ai, ai, ai, onde está nossa Senhora
Ai, ai, ai, a servir de sentinela.
 
Adeus largo do Carril,
tem duas pedras de assento
Ai, ai, ai, uma é de namorara
Ai, ai, ai, outra de passar o tempo.
 
Adeus largo da Lameira,
semeado davas pão
Ai, ai, ai, já me deste alegria
Ai, ai, ai, agora dás-me paixão.
 
Adeus largo da Fontinha,
carreirinho das formigas
Ai, ai, ai, onde os rapazes se assentam
Ai, ai, ai, à espera das raparigas.
 
O povo de Tourencinho,
ao longe parece vila
Ai, ai, ai, tem um cravo na entrada
Ai, ai, ai, rosa branca na saída.
 
 
Adeus ó Laurinda
 
Refrão
Adeus ó Laurinda, ó Laurinda adeus
Eu só levo pena desses olhos teus.
 
O meu amor diz que vinha, quando a lua viesse.
A lua já acolá vem, meu amor não aparece.
 
O luar da meia noite, é um luar muito lindo.
Adormece quem está esperto, acorda quem está dormindo.
 
Sete estrelos que rondais, por cima de Chaves fora.
Levantai-vos sete estrelos, deixai-me rondar agora.
 
Por esta rua vou indo, pela outra já dei volta.
Onde eu trazia sentido, já me fecharam a porta.
 
Por esta rua vou indo, pela outra vou e venho.
Tira de mim o sentido, que eu em ti já não o tenho.
 
Viva o nosso patrão de hoje, por cem anos e um dia.
Por trazer em sua casa, gente de tenta alegria.
 
 
Canção do Luar
 
Ó que luar ó que lua
Ó que luar ó que lua
Ó que céu tão estrelado
Só quem não tiver amores
Só quem não tiver amores
Pode dormir descasado.
 
Ó luar da meia noite
Ó luar da meia noite
É um luar muito lindo
Adormece quem está esperto
Adormece quem está esperto
Acorda quem está dormindo.
 
Ó lua não des luar
Ólua não des luar
Na campa da minha amada
Ela chora coitadinha
Em se ver ali sozinha
Naquela triste morada.
 
Naquela triste morada
Naquela triste morada
Naquela morada escura
Ela chora coitadinha
Ela chora coitadinha
Em se ver na sepultura.
 
Ó luar da meia noite
Ó luar da meia noite
Tu és o meu inimigo
Estou ás portas de quem amo
Estou ás portas de quem amo
Náo posso estar contigo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

F

 

 

 

 

 

TROFÉUS

 

1º Troféu do Rancho

1983

 

Festa de Telões

1985

 

Festa de Santa Luzia

 

I Encontro de Cantadores de Janeiras

V. P. Aguiar

F


Copyright ©2003 A.C.R.Tourencius dos Xudreiros